Evento da Escola do Futuro Brasil leva simulação da ONU a alunos mais jovens e fortalece habilidades como argumentação, pesquisa e pensamento crítico
A Escola do Futuro Brasil realizou uma nova edição do Smart Saturday com foco na simulação da Organização das Nações Unidas (ONU), envolvendo alunos do 6º ao 8º ano em atividades práticas de debate e aprendizado interdisciplinar. A iniciativa ampliou o alcance do projeto, tradicionalmente voltado ao Ensino Médio, e evidenciou o interesse crescente por metodologias ativas no ensino básico.
Expansão do modelo MUN para alunos mais jovens
O evento trouxe para o Ensino Fundamental II uma experiência inspirada no Model United Nations (MUN), prática consolidada em escolas internacionais. Durante o encontro, os estudantes participaram de uma introdução à ONU, seus objetivos, contexto histórico e papel geopolítico, seguida por simulações de debates nos moldes dos comitês oficiais.
Segundo Marcia Miranda, professora de Social Studies da instituição, a proposta contribui para o desenvolvimento acadêmico e socioemocional. “O Smart Saturday trouxe, para nossos alunos do 6° ao 8° ano, uma breve aula sobre a ONU, seus objetivos e as razões pelas quais foi criada. Os alunos também aprenderam mais sobre o MUN e puderam, na prática, participar de um debate nos moldes das simulações dos comitês da ONU”, afirmou.
A docente também destacou o engajamento dos participantes. “Tivemos uma participação expressiva de nossos alunos”, completou.
Protagonismo estudantil na condução do evento
Um dos diferenciais do Smart Saturday foi a atuação de alunos do Ensino Médio na organização e execução das atividades, por meio do grupo MUNBricks. Os estudantes mais experientes foram responsáveis por orientar os participantes mais jovens em aspectos como pesquisa de evidências, escrita de posicionamentos e técnicas de argumentação.
De acordo com Enzo Farisco Mascheroni, aluno do terceiro ano e presidente do projeto, o evento foi estruturado de forma colaborativa. “A organização do evento foi desenvolvida durante uma semana, envolvendo grupos de alunos e professores. Minhas responsabilidades incluíram a logística, a moderação do debate e a instrução dos participantes sobre a ONU e o MUN”, explicou.
Metodologias ativas e engajamento além da sala de aula
A realização do evento em um sábado foi estratégica para ampliar o acesso dos estudantes que não conseguem participar de atividades extracurriculares durante a semana. A iniciativa reflete uma tendência crescente no setor educacional: o uso de metodologias ativas para estimular o protagonismo estudantil e a aprendizagem significativa.
Para a professora Barbara Ortiz, o Smart Saturday cumpre um papel importante nesse cenário. “O evento foi organizado justamente para englobar alunos que não podiam participar das aulas extracurriculares. Foi uma forma de democratizar o acesso à experiência do MUN”, afirmou.
O resultado superou expectativas. Segundo a docente, a adesão foi superior ao previsto. “O Smart Saturday foi um grande sucesso, atraindo mais do que o dobro do público esperado. Isso demonstra o grande interesse dos alunos”, destacou.
Formação alinhada à BNCC e a currículos internacionais
Além do desenvolvimento de habilidades como comunicação, pensamento crítico e trabalho em equipe, o evento também se conecta às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e aos currículos internacionais adotados pela escola.
Durante as simulações, os estudantes discutiram temas geopolíticos contemporâneos, exercitando a construção de argumentos baseados em evidências e o respeito à diversidade de opiniões — competências cada vez mais valorizadas no contexto educacional e profissional.
“O Smart Saturday se consolidou como uma atividade interdisciplinar que contempla tanto as habilidades da BNCC quanto os currículos internacionais, permitindo que os estudantes discutam temas geopolíticos como verdadeiros delegados da ONU”, afirmou Barbara Ortiz.
Iniciativa reforça tendência de formação global na educação básica
A ampliação do Smart Saturday para alunos mais jovens sinaliza uma mudança relevante no setor educacional: a antecipação do desenvolvimento de competências globais e socioemocionais. Projetos como o MUN vêm sendo adotados por instituições que buscam preparar estudantes para contextos complexos e interconectados.
Ao promover experiências práticas de debate e negociação, a escola contribui para a formação de alunos mais críticos, colaborativos e preparados para desafios contemporâneos.
Nesse contexto, o sucesso da edição reforça o potencial de iniciativas que integram teoria e prática, ampliam o protagonismo estudantil e conectam o aprendizado escolar a dinâmicas do mundo real.



