Mulheres com propósito: o chamado urgente das mães para resgatar autoestima e valor próprio

Como resgatar a identidade feminina pode transformar lares, filhos e o futuro

Toda mulher, antes de ser mãe, é filha. E é a partir dessa identidade que tudo se estrutura. A maternidade, embora seja um presente, não pode ser um lugar de esquecimento de si mesma. Quantas mulheres estão cuidando de todos à sua volta, mas se afastando cada vez mais da própria essência? Vivem para os filhos, para o marido, para o trabalho — e esquecem de existir por si.

Ivonne Muniz, diretora da Escola do Futuro Brasil, resume com clareza essa realidade: “Tem muita mulher que está cuidando de todo mundo, menos de si. A sociedade aplaude a mãe que se anula, que serve até se esgotar. Mas Deus não nos chamou para o esgotamento. Ele nos chamou para o propósito”, alerta.

A mulher que entende isso começa a se ver de outra forma. Deixa de ser sombra para ser luz. “Você não é uma sombra. Você é luz. Você é uma obra-prima de Deus. Essa afirmação precisa deixar de ser só uma frase bonita para se tornar verdade interior. A mulher que abraça sua identidade se torna ainda melhor no cuidado, no serviço, na missão de ser mãe — porque faz isso a partir da plenitude, e não da ausência de si”, explica.

Autoestima, cuidado e espiritualidade: um ato de responsabilidade

Em muitos círculos religiosos e culturais, cuidar de si ainda é visto como algo menor, quase supérfluo. Mas Ivonne contesta essa ideia com convicção: “Autoestima não é vaidade. É responsabilidade. O amor próprio é o que sustenta emocionalmente uma mulher. Quando ela se ama, ela ensina os filhos a se amarem. Quando ela se respeita, ela educa com mais firmeza e leveza.”

Para ela, não se trata de narcisismo, mas de um cuidado que começa no espírito e se reflete no corpo e na mente. A mulher que entende seu valor vive com mais paz. Não se compara, não se sabota, não se culpa o tempo todo. Ela se olha com os olhos de Deus e declara, com fé: “Eu sou feitura dEle, criada em Cristo Jesus para boas obras” (Efésios 2:10).

Estudos recentes mostram que a autoestima das mulheres tende a despencar após a maternidade. Pressão estética, cobranças externas, autocrítica constante. Mas tudo isso pode começar a mudar quando a mulher entende que ela continua sendo inteira — mesmo depois de dar à luz. “A mulher olha no espelho e já não se reconhece. Acha que perdeu a beleza, perdeu o brilho. Mas a verdade é que as marcas no corpo contam a história da entrega. E isso é lindo demais”, salienta.

Ivonne esclarece que cuidar da aparência, da saúde e da alma é também um ato espiritual: “Tem mulher que deixou de se arrumar, de se olhar, de se amar… e justifica isso dizendo que é humildade. Mas Deus não nos chamou para nos esconder. Ele nos chamou para refletir Sua glória.”

O poder da palavra feminina e a cura pelo Espírito

A palavra da mulher tem força transformadora. “O inimigo tenta calar a voz feminina porque sabe que, quando a mulher fala com propósito, o ambiente muda. A mãe tem a unção de profetizar sobre sua casa. Quando você abre a boca para declarar a verdade de Deus, as trevas se calam”, alerta.

O poder da palavra está tanto no conteúdo quanto na intenção. “Se você diz pro seu filho que ele é rebelde, ele se vê assim. Mas se você olha pra ele e diz ‘você é pacífico, você é amado, você tem destino’, você está profetizando a identidade dele. O silêncio pode ser adoecimento: Calar nem sempre é sabedoria. Às vezes é dor engolida. É medo. E Deus não nos chamou para esse tipo de silêncio”, detalha.

Mais do que uma habilidade natural, a intuição da mulher é uma sensibilidade espiritual. “A mulher tem um radar ligado ao céu. Ela sente o que Deus está dizendo. Mas se não estiver conectada com sua identidade, com sua essência, ela vai duvidar dessa voz. E assim, muitas deixam de proteger sua casa, seus filhos, suas emoções — por não confiarem no que o Espírito está falando dentro delas”, alerta.

A dor não define, o exemplo transforma

 “A dor que a mulher viveu não é sua identidade. É parte da história, mas não define quem ela é. Em João 16:33 diz: No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. Jesus não prometeu vida fácil. Mas prometeu que estaria conosco em cada desafio”, comenta.

Muitas vivem recontando suas perdas e frustrações como se isso fosse tudo o que lhes restou. Mas, para ela, a dor só tem valor quando é transformada: “Se você deixou Deus curar essa dor, agora você carrega cura para outras mulheres. Você pode dizer mil vezes que seus filhos devem respeitar as mulheres. Mas se você não se respeita, eles não vão aprender. Você ensina com o que tolera, com o que aceita, com os limites que coloca”, explica a diretora da Escola do Futuro Brasil. 

Segundo ela, as mulheres podem reescrever sua história. “Porque Deus não te criou para sobreviver — Ele te criou para florescer. Em um mundo que tenta apagar a mulher depois da maternidade, suas palavras reacendem a chama da identidade: Você é a essência de Deus em forma de mulher”, completa. 

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