Como realizar o sonho de estudar fora do Brasil?

Muitas famílias pensam erroneamente que é caro estudar fora e que esse não é um sonho possível

Como realizar o sonho de estudar fora do Brasil?

Guia completo para quem quer estudar fora: caminhos, planejamento e oportunidades para transformar o sonho da graduação internacional em realidade

Muitas famílias acreditam, de forma equivocada, que estudar no exterior é algo muito caro e distante da realidade. No entanto, essa percepção nem sempre corresponde à verdade.

Estudar fora do Brasil é um sonho de muitos jovens na atualidade. São inúmeros os motivos que levam ao desejo de realizar uma graduação no exterior. A oportunidade pode transformar a vida de um estudante para sempre, tornando-se um grande diferencial no mercado de trabalho, posicionando a carreira em um patamar elevado e proporcionando uma experiência internacional enriquecedora.

“Quem estuda fora sai de sua zona de conforto e desenvolve habilidades socioemocionais muito importantes. Diplomas abrem portas para as contratações, mas essas aptidões mantêm o aluno empregado e ajudam na evolução da carreira”, afirma Ana Claudia Gomes, educadora e consultora de alunos da EDF – Escola do Futuro Brasil que desejam estudar no exterior.

Dados recentes da Pesquisa Selo Belta 2025, referência no setor de intercâmbio educacional, mostram que o mercado de educação internacional segue em expansão. Em 2024, o setor registrou crescimento de cerca de 15%, com projeção de continuar avançando nos próximos anos, impulsionado principalmente pelo interesse de jovens em experiências acadêmicas globais e pela busca por formação internacional. 

Para a educadora, um dos motivos desse crescimento é o desejo de muitos pais de oferecer aos filhos oportunidades que não tiveram.

“Mas ainda há famílias que acreditam erroneamente que é caro estudar fora e que esse não é um sonho possível. Porém, existem muitas universidades na Europa que oferecem oportunidades e ainda ministram as aulas em inglês. Há também países que precisam de mão de obra jovem e onde a empregabilidade está alta. Além disso, os custos podem ser mais baixos, e algumas nações chegam até a oferecer nacionalidade para quem faz faculdade e estabelece moradia por cinco anos, como Holanda e Alemanha”, explica.

No entanto, para realizar o tão sonhado intercâmbio, é fundamental que o estudante se prepare e busque informações de qualidade.

A preparação para estudar fora

De acordo com Ana Claudia Gomes, o planejamento precisa começar cedo.

“É preciso ter foco e planejamento na preparação para estudar fora do Brasil. O ideal é que essa preparação comece no 9º ano (9th grade), quando se inicia o Ensino Médio em muitos países.”

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Cuidar do GPA (Grade Point Average), que representa a média geral de desempenho acadêmico.
  • Construir um bom currículo de atividades sociais e de liderança na escola.
  • Estudar para o SAT, exame aceito por diversas universidades internacionais e também por instituições brasileiras de alto nível, como Insper, Mauá e FGV.
  • Demonstrar liderança e participação em atividades escolares e comunitárias.

“O ideal é ter todos os testes concluídos até o final do 2º ano (11th grade), já que o SAT tem validade de dois anos e também pode ser utilizado no Brasil. Ter boas notas no ENEM também ajuda em alguns países da Europa”, acrescenta.

O papel das escolas bilíngues e internacionais

Estudantes que frequentam escolas com educação bilíngue ou internacional costumam ter vantagens nesse processo.

Instituições que integram programas nacionais e internacionais, promovendo contato com diferentes culturas e perspectivas, ajudam os alunos a desenvolver competências importantes para experiências no exterior.

“Quem estuda em uma escola como a EDF, que é reacreditada internacionalmente pela Cognia, já chega mais preparado. Os alunos participam de trabalhos voluntários, desenvolvem liderança, cuidam do GPA, trabalham traços de caráter, recebem diploma brasileiro e americano e alcançam fluência em inglês. Isso contribui muito para boas notas no SAT”, explica Ana Claudia Gomes.

A importância da proficiência em idiomas

Um dos primeiros passos para estudar fora é alcançar boa proficiência em inglês — e, em alguns casos, também no idioma do país escolhido.

“O inglês é fundamental. Quem não estudou em escola internacional ou não cursou o Ensino Médio em inglês precisará fazer um teste de proficiência, como TOEFL iBT, IELTS ou até o Duolingo. Cada universidade exige uma pontuação mínima.”

A exigência pode variar conforme o destino.

“Se o estudante quiser estudar na Espanha, por exemplo, onde o curso é ministrado em espanhol, precisará comprovar nível mínimo B2 no DELE. Cada país e cada idioma possuem seu próprio exame de proficiência”, complementa.

Passos importantes para estudar no exterior

A educadora Ana Claudia Gomes lista algumas orientações essenciais para quem deseja cursar uma faculdade fora do Brasil.

Entenda o perfil do estudante

Esse é um dos primeiros passos do processo. É preciso avaliar questões como:

  • O aluno se adaptaria a morar longe da família?
  • Prefere uma universidade mais competitiva ou um ambiente mais acolhedor?
  • Qual é o orçamento disponível?
  • Há possibilidade de bolsa de estudos?
  • O diploma poderá ser validado no Brasil?

Uma boa assessoria educacional pode ajudar a família a refletir sobre essas questões.

Pesquise as universidades

Depois de escolher o curso desejado, é fundamental pesquisar as instituições. Alguns pontos importantes incluem:

  • taxa de aceitação
  • exigências nos testes de admissão
  • currículo do curso
  • valor da taxa de aplicação
  • depoimentos de alunos e ex-alunos
  • custos totais
  • empresas parceiras
  • oportunidades extracurriculares
  • bolsas disponíveis para estudantes internacionais

Também é possível realizar tours virtuais pelos campi, recurso cada vez mais utilizado pelas universidades.

Ranking da universidade não é tudo

Muitas famílias baseiam suas decisões apenas em rankings universitários. No entanto, esse não deve ser o único critério.

“Alguns estudantes querem estudar fora apenas se forem aceitos em MIT, Yale ou Cambridge. Essas universidades são excelentes, mas há muitas outras igualmente fortes que podem transformar o futuro de um aluno. Não é apenas uma questão de status, mas de oportunidade, experiência e aprendizado”, afirma.

Definição do destino

Após escolher o curso, é preciso definir o país.

Alguns fatores que influenciam nessa decisão incluem:

  • custo de vida
  • preço das passagens aéreas
  • clima
  • idioma
  • alimentação
  • disponibilidade do curso desejado

“Na Europa, por exemplo, as universidades costumam ser mais baratas, mas a moradia pode ser mais cara. Tudo precisa ser analisado para garantir uma boa adaptação do estudante”, explica.

Atividades extracurriculares

As atividades extracurriculares são essenciais para tornar o currículo mais competitivo.

Escolas internacionais e bilíngues costumam oferecer boas oportunidades nesse sentido, como:

  • clubes estudantis
  • voluntariado
  • projetos sociais
  • competições acadêmicas
  • esportes

Exames e processos seletivos

Cada universidade possui exigências próprias. Por isso, é importante organizar as informações em uma tabela comparativa e realizar uma pesquisa cuidadosa.

Quando há acompanhamento de consultorias educacionais ou da própria escola, esse processo costuma ser facilitado.

Cartas de recomendação

As cartas de recomendação são parte importante da candidatura.

A principal costuma ser escrita pelo counselor da escola ou pelo coordenador. Algumas universidades também aceitam cartas de professores.

Essas recomendações devem ser escolhidas de acordo com o curso pretendido. Para Engenharia, por exemplo, é recomendável incluir professores de física e matemática.

Seguro obrigatório

Após a matrícula, o estudante deverá contratar um seguro de saúde internacional, exigido pelas universidades.

Esse custo normalmente aparece detalhado nos sites oficiais das instituições.

Documentação

Durante o processo de candidatura, as universidades podem solicitar diversos documentos, como:

  • histórico escolar
  • redações
  • cartas de recomendação
  • comprovação de renda
  • diploma de conclusão
  • traduções juramentadas

Cada instituição possui requisitos próprios.

Obtenção do visto

Depois da matrícula confirmada, a universidade envia os documentos necessários para solicitação do visto.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o estudante recebe o formulário I-20, que permite iniciar o processo para o visto de estudante.

Desempenho e planejamento fazem a diferença

A educadora reforça que a consultoria educacional ajuda muito, mas não substitui o esforço do estudante.

“Cada aluno entra na faculdade que seu desempenho acadêmico permite. Financeiramente também depende das condições da família. Existem bolsas acadêmicas, esportivas e de talento, como música e dança, mas tudo começa com o entendimento do perfil do aluno e com a escolha correta das universidades.”

Ela também lembra que bolsas esportivas exigem preparação específica.

“Para bolsas esportivas, é necessário contar com consultoria especializada no esporte. Não basta praticar como hobby. O processo é muito mais complexo, e nem sempre quem faz a aplicação acadêmica também cuida dessa parte.” Ana Claudia Gomes, educadora e consultora da EDF – Escola do Futuro Brasil

Posts Recentes

Esta gostando do conteúdo? Compartilhe!

Acreditação Internacional Cognia