Biblioteca da Escola do Futuro Brasil amplia acervo e cria novos projetos de incentivo à leitura

Com cerca de 6 mil títulos, em uma área ampla, a biblioteca investe na renovação do acervo e prepara clube de leitura, troca de livros e atividades literárias para os estudantes

Com aproximadamente 6 mil títulos, obras em diferentes idiomas, periódicos, materiais pedagógicos e espaços destinados à leitura e aos estudos, a Biblioteca da Escola do Futuro Brasil vem ampliando sua atuação dentro da rotina escolar. Além de atender estudantes em pesquisas e na preparação para vestibulares, o espaço prepara novos projetos, com iniciativas voltadas ao incentivo à leitura, à produção literária e à troca de conhecimento entre alunos de diferentes idades.

Distribuída em uma área ampla, a biblioteca reúne livros de literatura, obras acadêmicas e materiais de diferentes áreas do conhecimento. O acervo segue a Classificação Decimal de Dewey, conhecida como CDD, sistema internacional que organiza as publicações por assuntos e facilita a localização dos exemplares nas estantes. 

Desde o ano passado, todo esse conjunto passa por um processo de contagem, revisão e atualização do inventário, com conclusão prevista para dezembro. O trabalho envolve a análise individual de cada obra, levando em consideração aspectos como gênero, período literário, nacionalidade, idioma, edição e público ao qual se destina.

É um verdadeiro trabalho de formiguinha. Cada livro possui características próprias que precisam ser analisadas para que receba a classificação correta. É um processo manual que exige pesquisa, atenção e bastante precisão”, explica Wagner Guedes, coordenador de Linguagens e Ciências Humanas da Escola do Futuro Brasil.

Renovação do acervo amplia opções para os estudantes

A biblioteca também recebeu novos investimentos para a aquisição de títulos, ampliando as possibilidades de consulta e leitura. Embora predominem as publicações em português e inglês, as estantes abrigam obras em diferentes idiomas e contemplam desde clássicos da literatura até autores contemporâneos.

Entre os títulos disponíveis estão livros da escritora sul coreana Han Kang, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2024. Para Wagner, a diversidade do acervo é importante tanto para as demandas acadêmicas quanto para a formação cultural dos estudantes.

Uma biblioteca escolar precisa acompanhar o que acontece no mundo e, ao mesmo tempo, preservar obras fundamentais para a formação dos alunos. Nosso objetivo é oferecer um acervo que contribua para as pesquisas, para os vestibulares, mas também desperte a curiosidade e o prazer pela leitura”, afirma.

Além dos livros, os estudantes encontram diariamente um jornal impresso e, semanalmente, a revista Veja. O espaço conta ainda com recursos pedagógicos, como representações do globo terrestre e da Via Láctea, que podem ser utilizados como apoio às atividades escolares.

Um espaço pensado para estudar e permanecer

O ambiente foi estruturado para que a biblioteca não seja apenas um local de consulta e empréstimo. Mesas para estudo, poltronas para leitura, iluminação natural e temperatura agradável ajudam a criar uma atmosfera de acolhimento e concentração.

Ao longo do dia, o espaço recebe alunos envolvidos em pesquisas, estudantes que se preparam para os vestibulares e leitores que procuram um momento tranquilo com um livro. Há também espaço para atividades de convivência, como partidas de xadrez.

A biblioteca vai muito além das estantes. Queremos que o aluno se sinta bem aqui, que tenha vontade de entrar, pesquisar, descobrir um livro novo ou simplesmente aproveitar alguns minutos de leitura. Esse vínculo com o espaço também ajuda a construir o hábito de ler”, destaca Wagner.

Os professores também utilizam o acervo para preparação de aulas, desenvolvimento de projetos, pesquisas e estudos de pós graduação. Entre as áreas disponíveis estão pedagogia, educação e estudos teológicos, além de obras acadêmicas de outros campos do conhecimento.

Novos projetos aproximam estudantes dos livros

Para este semestre, a programação ganha novas atividades. Uma delas será uma roda de conversa com autores das pesquisas que mais se destacarem durante a elaboração dos Trabalhos de Conclusão de Curso dos estudantes da 3ª série do Ensino Médio.

Outra novidade é o “Troca Livros”, que permitirá aos alunos levar exemplares e trocá-los por outros de interesse. A proposta pretende estimular a circulação das obras, o compartilhamento e a descoberta de novos autores e gêneros literários.

Também começa a ganhar forma o “Clube de Leitura”, iniciativa do Departamento de Letras que reunirá estudantes de diferentes turmas e idades. O grupo já tem como presidente a estudante Giovanna de Araújo, da 1ª série B do Ensino Médio, uma das frequentadoras mais assíduas do departamento.

A intenção é promover encontros de leitura e criar oportunidades para que estudantes mais velhos contem histórias aos menores. A partir do clube, também estão previstos concursos de poesia, crônicas e outras produções literárias.

Quando os próprios estudantes participam e assumem protagonismo, a leitura deixa de ser vista apenas como uma obrigação escolar. Ela passa a fazer parte das relações, das conversas e das descobertas que acontecem dentro da escola”, observa Wagner.

Para os alunos dos Anos Iniciais, as professoras já realizam semanalmente as Rodas de Leitura. A biblioteca também mantém uma iniciativa itinerante, com seleção quinzenal de livros, fascículos e gibis que são levados às salas de aula, aproximando as crianças dos diferentes tipos de publicação.

Empréstimos também poderão ser solicitados pela internet

Atualmente, os empréstimos podem ser realizados presencialmente, mas a escola está finalizando a implantação de uma ferramenta que permitirá consultar o acervo e solicitar livros pela internet, diretamente de casa. A novidade deve tornar o acesso mais prático e facilitar a escolha dos exemplares antes mesmo da visita à biblioteca.

Em um momento em que crianças e adolescentes convivem diariamente com diferentes estímulos digitais, a proposta é também mostrar que os livros continuam oferecendo outras formas de entretenimento, descoberta e construção do conhecimento.

Mais do que guardar livros, uma biblioteca escolar precisa estar viva. Ela deve despertar perguntas, aproximar pessoas e abrir caminhos para novos conhecimentos. É isso que buscamos quando criamos projetos e fazemos com que os livros circulem cada vez mais entre os estudantes”, conclui Wagner.

Posts Recentes

Esta gostando do conteúdo? Compartilhe!

Acreditação Internacional Cognia