Yearbook 2025 resgata tradição da escola e convida estudantes a registrarem histórias que ajudam famílias a preservar lembranças e identidade ao longo dos anos


As fases escolares passam rápido — muitas vezes mais rápido do que os pais percebem. Quando se dão conta, os filhos já cresceram, mudaram de etapa e seguem adiante, enquanto experiências marcantes ficam guardadas apenas na memória. Registrar essas vivências é uma forma de preservar histórias que ajudam a criança, no futuro, a se reconectar com quem foi e com tudo o que viveu, mesmo quando nem todas as lembranças permanecem nítidas.
Com esse olhar atento para o valor da memória, da identidade e do pertencimento, a Escola do Futuro Brasil desenvolveu, ao longo de 2025, o projeto Yearbook, um anuário escolar que envolveu alunos do Nursery ao Ensino Médio, com edições especiais dedicadas às turmas formandas do Nursery 3, Kinder 2, Quinto Ano do Ensino Fundamental e Terceiro Ano do Ensino Médio. As famílias foram informadas sobre a iniciativa por meio de comunicação institucional enviada por e-mail, com acesso ao material finalizado.
Mais do que um registro anual, o Yearbook representa o resgate de uma tradição da escola iniciada há mais de uma década e agora retomada em um formato renovado, alinhado ao protagonismo estudantil e à formação integral.
Protagonismo estudantil na construção das memórias
O projeto foi conduzido pelo Student Council (STUCO) e pelo Media Club, a redação jornalística da escola, com apoio do time de Marketing. Os alunos participaram ativamente de todas as etapas do processo — da escuta à escrita, da organização à curadoria das histórias.
Ao longo do ano letivo, os estudantes do Media Club se reuniram semanalmente para observar e registrar o cotidiano escolar sob o olhar de quem vive a escola de dentro para fora. Entrevistaram colegas de diferentes idades, mapearam gostos, brincadeiras, referências culturais, músicas e sonhos que marcam cada fase da infância e da adolescência. O material foi organizado em capítulos que formam uma narrativa sensível e representativa da diversidade da comunidade escolar.
“O anuário é uma forma concreta de mostrar às crianças que a história delas importa”, afirma Ivonne Muniz, educadora da Escola do Futuro Brasil. “São registros que ajudam a construir identidade, pertencimento e memória. Quando esses alunos crescerem, esse material será uma ponte entre quem eles foram e quem se tornaram.”
Um projeto que forma, conecta e deixa legado
Para Arthur Alexandre Nunes Alves, Vice-Presidente do STUCO, a experiência ultrapassou qualquer expectativa inicial. “É difícil colocar em palavras tudo o que essa experiência representou. Se eu pudesse definir a construção do Yearbook, eu diria que foi algo profundamente importante para mim, não pelo retorno material, mas pelo valor que trouxe em sentido, aprendizado e conexão”, relata.
Arthur destaca que, em meio à rotina acelerada do Ensino Médio, o projeto funcionou como uma pausa necessária. “Existe uma pressão constante por desempenho e escolhas futuras. Aos poucos, a gente passa a olhar mais para metas do que para pessoas. Participar do Yearbook foi um convite para lembrar que a escola é, antes de tudo, um espaço de encontro, memória e construção coletiva.”
O contato com as crianças também marcou profundamente o processo. “Voltar a ambientes que fizeram parte da minha trajetória e ver a escola sob outro olhar trouxe uma leveza rara. Entre brincadeiras e conversas simples, surgiu algo que o tempo às vezes apaga: a capacidade de estar presente de verdade. Essa vivência resgatou valores essenciais, como empatia, escuta e cuidado com o outro”, completa.
Ao mesmo tempo, o projeto exigiu responsabilidade e organização. “Foram mais de cem Yearbooks, com atenção aos detalhes, trabalho em equipe e muita comunicação. Coordenar esse processo reforçou habilidades como colaboração, liderança e organização — aprendizados que permanecem muito além da escola.”
Um registro que acompanha o aluno para além da escola
Enquanto o Media Club se dedicou ao registro amplo da vida escolar, o STUCO concentrou esforços na produção de um material mais aprofundado para as turmas formandas. Para esses alunos, o Yearbook assume um papel simbólico de encerramento de ciclo e transição para novas etapas.
A proposta conceitual do Yearbook 2025 é guiada pela metáfora da música: cada turma é apresentada como uma melodia única; cada amizade, como uma harmonia construída ao longo do tempo; e cada experiência, como uma nota que continua ecoando mesmo depois que o ano termina.
Para Mel Mota Martins, Presidente do Conselho Estudantil da Escola do Futuro Brasil – STUCO 2025: Be the Change, o material vai além de um livro. “A coleção das turmas formandas de 2025 não é apenas um livro — é um botão de voltar no tempo. Criamos isso para guardar aquilo que realmente importou.”
Ela ressalta que cada turma teve seu próprio ritmo e identidade. “Cada rosto, cada momento — uma melodia única antes de mudarmos para a próxima música. Este projeto foi construído com cuidado, tempo e coração. Foi um privilégio conhecer cada aluno, entender cada dinâmica e nos adaptar ao ritmo de cada turma.”
Segundo Mel, mesmo diante de reuniões, ajustes e noites intensas de trabalho, o resultado compensou. “Ver as reações dos alunos e de suas famílias ao receberem este presente é algo que realmente não tem preço. Esperamos que, ao lerem hoje ou daqui a muitos anos, esse Yearbook os leve de volta — às risadas, às conquistas silenciosas e a tudo o que houve entre elas.”
Disponível em formato digital e impresso, o Yearbook 2025 consolida-se como um legado afetivo da Escola do Futuro Brasil — um registro pensado para atravessar os anos, preservar histórias e permitir que cada estudante revisite sua trajetória escolar com significado, emoção e pertencimento.





