A celebração do Thanksgiving fortalece vínculos entre famílias


O Culto de ação de graças consolida uma cultura de oração, cuidado e comunhão na Escola do Futuro Brasil


O Thanksgiving deste ano na Escola do Futuro Brasil não foi apenas um evento comemorativo; tornou-se um retrato vivo de como a fé, o acolhimento e a comunhão estão moldando a experiência das famílias da comunidade escolar. O culto de celebração reuniu pais, estudantes, colaboradores e voluntários da Capelania em um ambiente leve, afetivo e profundamente significativo. Enquanto as famílias se sentavam no restaurante da escola para o tradicional PicNic de Ações de Graças, era possível perceber que, ali, mais do que uma programação, havia uma construção de pertencimento. 

A pastora e diretora da escola, Ivonne Muniz, abriu o encontro com uma palavra que convidava à gratidão, e logo a banda de alunos e professores trouxe canções que despertaram memórias e esperança. A cena se completou com o teatro dos pequenos, conduzido pela professora Milena Dias, que deu vida à história do Dia de Ações de Graças de um jeito doce e marcante. Nos testemunhos, as emoções falaram mais alto. Cris Manetti, pastora da Igreja Vida Nova, que conheceu o amor de Deus quando ainda era mãe de aluno da escola, relembrou sua trajetória. E Randal, marido de Ellen — uma das mães voluntárias da Capelania — compartilhou o milagre de ter sobrevivido a um AVC sem sequelas. Era visível como cada relato conectava as famílias umas às outras. A ministração do pastor Pedro Bordon, ex-aluno e hoje professor de tutoria cristã, reforçou que a gratidão não é um sentimento isolado, mas uma postura diária que transforma. Depois da oração final, as famílias seguiram para o refeitório, onde compartilhamento, alegria e comida boa selaram uma tarde que ficará na memória de muitos.

Movimentos de oração que sustentam a comunidade escolar


Além da celebração, a Escola do Futuro Brasil mantém uma rotina semanal de cuidado espiritual que vem crescendo e impactando profundamente as famílias. Os Encontros Pais que Oram, realizados todas as terças-feiras das 8 horas às 8h30, se tornaram um espaço seguro para troca, escuta e fortalecimento. 

Segundo Priscilla Garcia Arrabal, uma das responsáveis pela Capelania da Escola, cerca de quarenta pais participaram ao longo do ano, chegando muitas vezes cansados e saindo renovados. Ela explica que muitos encontram ali o que faltava no meio da correria: um momento para pedir ajuda, agradecer, chorar, sorrir e ser ouvido sem julgamentos.

Em 2025, a escola ampliou esse movimento promovendo três grandes encontros presenciais, sempre às sextas-feiras após o horário de aula. Nessas ocasiões, pais e filhos se reúnem com outras famílias para compartilhar comida caseira, ouvir testemunhos, cantar e aprender mais sobre gratidão e fé. É um ambiente em que a espiritualidade deixa de ser uma prática individual e passa a ser um elo de união. O impacto vai muito além da reunião. Famílias relatam que voltam para casa mais fortalecidas, encontrando novas maneiras de lidar com desafios emocionais, relações tensas e preocupações do dia a dia. Essa troca contínua tem criado uma rede de apoio que rompe a lógica de isolamento que tantas famílias enfrentam nos tempos atuais.

Espaços de cuidado emocional para alunos e colaboradores


O cuidado diário com os alunos se materializa no Espaço Quartinho de Oração, aberto todos os dias no intervalo do almoço, das 11h15 às 14 horas. Ali, estudantes entram para conversar e receber oração. Muitos chegam tímidos e saem mais leves, sentindo que alguém realmente se importa com o que eles estão enfrentando. O aumento da procura foi acompanhado pelo crescimento da Capelania voluntária: atualmente, sete mães se revezam para acolher e ouvir os jovens. 

Esse movimento, segundo Priscilla, tem feito diferença real na vida dos estudantes, que encontram no espaço uma pausa emocional e espiritual no meio da rotina escolar. Os colaboradores também participam de momentos semanais de fortalecimento. Às terças-feiras, o Plantão de Capelania atende funcionários individualmente, enquanto às quartas-feiras os professores recebem apoio espiritual durante as reuniões pedagógicas. 

São encontros que promovem diálogo, encorajamento e fé para quem dedica suas horas diárias ao cuidado educacional. A soma desses ambientes cria uma cultura escolar que integra afeto, escuta ativa e espiritualidade, gerando um impacto positivo visível no clima e nas relações.

Um chamado à solidariedade e ao propósito compartilhado


Os movimentos de oração e comunhão também transbordam em ações sociais. As famílias têm sido incentivadas a participar de campanhas de apoio ao Hospital GRAACC, referência no tratamento de crianças com câncer, e à Casa Lar Batista, que acolhe menores vítimas de abandono ou violência. As doações estão crescendo, assim como a consciência de que a fé se expressa em atitudes práticas. A atmosfera do Thanksgiving reforçou esse chamado ao cuidado coletivo. A cada testemunho, música e oração, ficava evidente que a gratidão não termina no sentimento; ela inspira movimento. 

Muitos pais afirmam que, após participarem dos encontros, passaram a envolver seus filhos nas decisões de doação e ajuda ao próximo. Outros contam que aprenderam a reconhecer pequenas bênçãos diárias, fortalecendo relações dentro de casa. A celebração, portanto, não se encerrou no dia do evento. Ela segue acontecendo, silenciosamente, nos corredores da escola, nos lares das famílias e no coração de quem participa desses encontros semanais. Entre orações, histórias de superação, voluntariado e alegria compartilhada, a Escola do Futuro Brasil tem construído uma cultura que une espiritualidade, gratidão e responsabilidade comunitária de forma autêntica e transformadora.

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